Exposição: Entorno

por | Outubro 31, 2021

O Coletivo Amarelo tem a honra de anunciar a sua exposição inaugural Entorno em Lisboa!

Inauguração: 13 de novembro na Fábrica Braço de Prata, a partir das 19h no segundo andar.

Esta é a primeira exposição física do coletivo após um ano trabalhando apenas digitalmente. A exposição marca o papel do Coletivo Amarelo no panorama cultural e artístico da cidade de Lisboa, apresentando o trabalho de artistas de várias partes do mundo.

Entorno apresenta o trabalho de sete artistas: Juliana Matsumura, Eduardo Dias, Osias André, Gabriela Albuquerque, Martim Meirelles, Natália Loyola e Roberta Goldfarb. As obras apresentadas desdobram uma série de diálogos tecidas por um fio condutor: nosso entorno.

A exposição explora como esses artistas usaram suas práticas para dissecar seus arredores tangíveis, dando aos espectadores a possibilidade de interagir com variações do mesmo conceito. As obras foram subdivididas em cinco subcategorias: observação, deslocamento, território, documentação e impermanência. Embora no ano de 2020 o mundo tenha mudado drasticamente os motores das operações humanas para uma vida essencialmente virtual, os ambientes “reais” que nos cercam ainda são os que mais influenciam nossas experiências. No centro da exposição estão as habilidades individuais dos artistas para abranger a fisicalidade de seus arredores dentro de um quadro. Cada obra é uma resposta ao plano visual que existiu em algum momento no tempo e no espaço, atravessando as suas próprias fronteiras disciplinares (pintura, fotografia e videoinstalação) de forma a aproximar o espectador de uma órbita partilhada.

Seja através da observação do tempo, do deslocamento do corpo e da identidade, da redescoberta de um território perdido, da documentação de experiências ou da impermanência da vida, as obras apresentadas servem como uma tentativa de construção de uma paisagem reflexiva da realidade.

SOBRE OS ARTISTAS:

Osias André

Osias André, natural de Moçambique, emigrou para Portugal há quatro anos onde ganhou três bolsas da escola de arte independente Ar.Co, instituição vocacionada para a experimentação e formação artística. Osias começou a pintar aos oito anos e iniciou sua carreira artística através da ilustração gráfica, produzindo uma coleção de livros. Para ele, a pintura requer uma digestão mais lenta e indireta. As pinturas aqui apresentadas estão ligadas às suas origens africanas, ao mesmo tempo que refletem a busca de identidade de Osias conduzida por meio de uma prática tradicional de ateliê europeu. Atualmente Osias vive e trabalha em Lisboa.

Juliana Matsumura

Juliana Matsumura é uma artista brasileira que atualmente vive e trabalha em Lisboa. Formou-se em Design pela Escola Ar.Co, e cursou a Graduação em Têxtil e Moda na Universidade de São Paulo. O artista também é membro do Risco Coletivo, coletivo de práticas de desenho contemporâneo. O desenho é central na sua prática, utilizando várias ferramentas como a gravura, a fotografia e a pintura. Atualmente Juliana vive e trabalha em Lisboa.

Natália Loyola

Natália Loyola é licenciada em Comunicação Social & Jornalismo e está também a terminar o mestrado em Antropologia – Culturas Visuais na Universidade Nova de Lisboa. A sua investigação centra-se sobretudo no exercício de observação dos lugares por onde circula, sobretudo nas paisagens urbanas. As fotografias de Natália são uma construção de marcadores territoriais imagéticos de seu próprio processo migratório, tudo visto a partir de suas interações com a própria cidade e seus habitantes. Natália atualmente vive e trabalha em Almada, Portugal.

Gabriela Albuquerque

Gabriela Albuquerque é uma artista brasileira, que trabalha e vive em Cascais. Sua pesquisa atual se concentra em paisagens e desenvolvimentos recorrentes além da tradição acadêmica histórica desse gênero. A repetição quase compulsiva de imagens procura exaltar o paradoxo entre a permanência e a impermanência do nosso meio, daquilo que nos é familiar, mas também efémero. A escolha da tinta a óleo como suporte, que segue uma tradição secular, questiona a continuidade de certas práticas que persistem apesar das constantes inovações. A obra de Gabriela tensiona a tradição da pintura a óleo no contexto da arte contemporânea.

Gabriela Albuquerque

Eduardo Dias

Eduardo Dias é biólogo de São Paulo, Brasil e atualmente trabalha na Universidade Presbiteriana Mackenzie como Técnico de Laboratório no Centro de Pesquisa em Biociências. Sua prática o leva a biomas brasileiros como o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica, entre outros destinos, e a fotografia desempenha um papel importante em suas viagens. Ele a utiliza como uma ferramenta para dar asas à sua imaginação, mas também como meio para criar um repertório didático em que seus conhecimentos de biologia se fundem com a arte.

Pantanal

Martim Meirelles

Martim Meirelles é um fotógrafo americano que vive e trabalha em Nova York. Descendente de portugueses, Martim transita entre os EUA, Portugal e Moçambique. A sua pesquisa fotográfica documenta vidas humanas que vivem à margem da prosperidade económica e partilham a mesma origem linguística portuguesa. Em seu trabalho, há um foco na beleza, na dor e na alegria, destacando a capacidade do artista de abordar cada assunto com uma profunda sensibilidade visual. As fotografias aqui apresentadas resultam de uma estadia de um ano no orfanato Madre Maria Clara em Moçambique em 2017 e também de uma residência artística na Nazaré em 2014.

Roberta Goldfarb

Roberta Goldfarb é uma artista brasileira que atualmente vive e trabalha em Lisboa. É graduada em Publicidade e Propaganda (FAAP, 2001) com ênfase em fotografia pelo Senac (São Paulo), La Escuela de la Imagen y el Diseño e Centre Cívic Pati Llimona (Barcelona) e International Centre of Photography (Nova Iorque). Sua pesquisa é impulsionada pelo desejo da artista de coletar e catalogar objetos físicos e experiências que, de outra forma, seriam perdidas nas memórias. Roberta constrói esferas de sentimentos e significados exibindo o que vê com os olhos. Entre as exposições de que participou, destacam-se “Dizer Fazer” (Ateliê RG, SP, 2014), “Enquanto Tempo” (Oficina Oswald de Andrade, SP, 2014), Clube dos Colecionadores (NowHere, Lisboa, 2020) e o mostra individual “Levantes, rajadas de vento ou os planos para ver o mundo” (Ateliê RG, SP, 2014) e “Preâmbulos para um Conto de Mundo” (Galeria Rabieh, SP, 2012). Atualmente participa da mostra coletiva “Pedágio de Mim – Foco Brasil” (Not a Museum, Lisboa).

Curadoria de Stephanie Wruck

Para receber o catálogo completo da exposição, envie-nos um email para: contact@coletivoamarelo.com