O QUE É ARTE AMBIENTAL?

O que é arte ambiental?

Artistas como Agnes Denes, Robert Smithson, Edith Meusnier, Robert Morris, Michael Heizer e muitos outros sempre estiveram empenhados em aumentar a consciência do público sobre ambientes naturais por meio de seus trabalhos. Eles procuram investigar a relação complexa entre os humanos e a natureza, enquanto propõem alguns questionamentos fundamentais:

 

  • Como a arte pode estar ativamente envolvida com a natureza?
  • Quais são algumas das maneiras pelas quais os artistas podem trabalhar em harmonia com a natureza?
  • Como a arte ambiental nos força a reimaginar os espaços de exibição de arte?

 

O termo "arte ambiental" foi inicialmente utilizado nos anos 90, quando os artistas começaram a questionar os espaços que ocupamos, chamando a atenção para questões ecológicas importantes, como a poluição, mudanças climáticas e os impactos diretos que os humanos têm na natureza. Arte ambiental serve como um termo genérico para descrever arte ecológica, land art, "earthworks" entre outros. Muitos artistas usam esses termos alternadamente para descrever diferentes formas de arte que estão diretamente relacionadas com a natureza.


Considerada uma artista ambiental pioneira, Agnes Denes é conhecida por seu ativismo. Seu trabalho foca no medo iminente da decadência da natureza, porém continua esperançoso por um futuro melhor. Sem dúvida, seu trabalho mais famoso é "Wheatfield - a Confrontation" de 1982. Denes passou seis meses criando este trabalho, que consistia em um campo de trigo dourado de dois acres em um aterro sanitário em Lower Manhattan, Nova York. O solo foi preparado com terra, plantado e eventualmente colhido. Durou três meses.


Na época, aquela área de Manhattan era árida e totalmente diferente - hoje é o lar do bairro de Battery Park. A localização específica do site também desempenhou um papel significativo na própria obra. O campo de trigo ficava bem em frente às Torres Gêmeas, um importante símbolo do capitalismo americano ganancioso. Do meio do campo, os espectadores podiam ver as torres gêmeas de um lado e a Estátua da Liberdade do outro. Era como se o estado do Kansas tivesse pousado no meio da cidade de Nova York - até o ar carregava uma sensação diferente do restante da cidade.


Como obra transitória e impermanente, as vistas do campo sobreviveram apenas às fotografias e à memória das pessoas. Depois de colhido, o trigo viajou por mais de 20 cidades do mundo, parte da exposição “Mostra Internacional de Arte pelo Fim da Fome Mundial”.


Imagens: Agnes Denes and Leslie Tonkonow Artworks + Projects