PERCEPÇÃO

percepção:

efeito de perceber, de compreender o sentido de algo por meio de sentidos. (dicionário Oxford)

O ato de observar aquilo que nos rodeia ocorre todos os dias de forma. automática e imediata, independentemente dos espaços que estamos inseridos; seja em um museu, dentro de casa ou andando pelas ruas da cidade. A partir dessas observações, é possível atribuir significados a determinadas situações e circunstâncias.

Partindo dessa ideia, quais são as vantagens em questionar nossos próprios processos de olhar para trabalhos artísticos?

O tema da vez é a percepção, contextualizada dentro dos mecanismos do olhar. O exercício de observar um trabalho de arte pode acontecer de inúmeras formas, gerando resultados diferentes sobre o próprio trabalho e também sobre o observador. Nossa capacidade em atribuir significados a trabalhos artísticos pode se desenvolver de forma mais profunda quando nos encontramos atentos aos nossos próprios processos de observação. Qual é a diferença entre atribuir significados versus um entendimento genuíno?

Existem imagens que funcionam como meio para dar sentido a situações e cenários, e outras que oferecem um entendimento automático sobre aquilo que não foi previamente mastigado para o nosso consumo. Nesse caso, qual seria o papel do observador em produzir significados para trabalhos de arte?

Nossas percepções também interferem na produção de nossas memórias, fundindo informações imagéticas e criando novas linguagens e significados. Sendo assim, nossos campos imaginários estão constantemente em transformação. É possível cultivar o nosso próprio mecanismo do olhar a se tornar mais profundo e significativo?

Durante as próximas semanas, iremos propor exercícios do olhar, investigar nossa relação com a maneira que enxergamos trabalhos de arte e ilustrar o tema trazendo trabalhos de artistas que dialogam com esses questionamentos.


Imagem: Marco Tirelli