Sobre Biologia: Eduardo Dias

Para dar continuidade a nossa conversa sobre a intersecção da arte e a biologia, hoje trazemos o trabalho de Eduardo Dias.

Eduardo é biólogo e atualmente trabalha na Universidade Presbiteriana Mackenzie como Técnico Laboratorista do Núcleo de Pesquisa em Biociências. Sua atuação o leva ao Pantanal, ao Cerrado, a Poconé, Foz do Iguaçu, entre muitos outros destinos e a fotografia acaba fazendo parte desses percursos. Ele a utiliza como uma ferramenta de dar vazão à sua imaginação, mas também, como meio de criar um repertório didático, onde seu conhecimento de biologia une-se com a arte.

Seu objetivo é mostrar a beleza por meio de imagens sensíveis que exaltam as estruturas orgânicas de cada paisagem, animal ou espécie. Para ele, essa união de forças entre a arte e a biologia é uma forma de nos alertar sobre o meio ambiente que habitamos, e tudo aquilo que vive em volta de nós.

Eduardo questiona: como que alguém pode pensar em preservação da Amazônia se a floresta é quase um lugar mítico e extremamente distante? A fotografia pode então servir como essa ponte, que aproxima realidades tão distintas, como a vida urbana de grandes centros e a vida selvagem das florestas. As imagens captadas têm o poder de criar familiaridade com universos distintos e perceber que tanto em São Paulo, quanto nas águas do rio Cuiabá em Mato Grosso, somos todos seres vivos, coexistindo em espaços dependentes da Natureza.

Através da identificação, é possível então gerar empatia e ampliar a conscientização para essa causa tão urgente que é a preservação do meio ambiente.