{"id":295,"date":"2021-12-21T17:00:21","date_gmt":"2021-12-21T17:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/dev.coletivoamarelo.pt\/?p=295"},"modified":"2025-08-27T10:33:26","modified_gmt":"2025-08-27T10:33:26","slug":"sobre-tempo-darida-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coletivoamarelo.com\/fr\/sobre-tempo-darida-rodrigues\/","title":{"rendered":"Il \u00e9tait temps\u00a0: D\u00e1rida Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para dar continuidade \u00e0 nossa discuss\u00e3o sobre o tempo, conversamos com a artista D\u00e1rida Rodrigues, originalmente de S\u00e3o Paulo. A sua investiga\u00e7\u00e3o materializa-se atrav\u00e9s de instala\u00e7\u00f5es audiovisuais, caminhadas com \u00e1udio, performances e site specifics como uma tentativa de investigar a arte relacional e a pr\u00f3pria consci\u00eancia humana. D\u00e1rida partilhou conosco a experi\u00eancia de criar no per\u00edodo de isolamento, o papel da abund\u00e2ncia do tempo na pr\u00e1tica art\u00edstica e a sua rela\u00e7\u00e3o pessoal com o passagem do tempo.<\/span><\/p>\n<p><b>Gostaria de come\u00e7ar falando sobre a intencionalidade por tr\u00e1s do seu trabalho em &#8220;alongar o tempo&#8221; para uma observa\u00e7\u00e3o mais atenta dos nossos arredores e daquilo que vive dentro de n\u00f3s tamb\u00e9m. De onde surgiu essa necessidade de unir a pr\u00e1tica art\u00edstica com m\u00e9todos meditativos?<\/b><\/p>\n<p><b>D:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Bom, sinto que o tempo, ou melhor, o passar do tempo \u00e9 das \u00fanicas constantes na nossa experi\u00eancia, enquanto tudo muda. E a possibilidade de que o tempo &#8220;pare, se alongue ou voe&#8221; a partir da nossa percep\u00e7\u00e3o sobre cada experi\u00eancia particular, sempre me interessou muito. Acho que esse fen\u00f4meno de mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o e sobretudo, a rela\u00e7\u00e3o que se estabelece entre isso e os nossos estados mentais e emocionais, \u00e9 tamb\u00e9m, das coisas que sempre me conectaram \u00e0s pr\u00e1ticas meditativas h\u00e1 um bom tempo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o acho que essa abertura de um espa\u00e7o interno onde a temporalidade se desdobra em outras configura\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e que simultaneamente, permite com que se possa habitar mais integralmente o momento presente, que eu explorei muito atrav\u00e9s da medita\u00e7\u00e3o, de esvaziar nem que seja por alguns segundos a mente, atravessa tamb\u00e9m o meu trabalho acho que de maneira anterior \u00e0 uma intencionalidade. \u00c9 realmente uma brecha que me atrai enquanto investiga\u00e7\u00e3o e que me interessa explorar nesta transposi\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios entre arte e vida, talvez porque, pelo menos para mim, estes campos do meditativo, ou do espiritual, se quisermos, \u00e9 tamb\u00e9m o campo onde arte opera. Vem se tornando naturalmente parte do processo integrar ou at\u00e9 subverter m\u00e9todos meditativos ao experimentar criar rela\u00e7\u00f5es entre subjetividade, tempo e espa\u00e7o.<\/span><\/p>\n<p><b>O seu \u00faltimo trabalho &#8220;Vice-Versa&#8221; explora essa ideia de movimento dos afetos que interligam o dentro e o fora, a recep\u00e7\u00e3o e express\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e imagens\u2026 E o trabalho tamb\u00e9m acabou ilustrando a passagem do tempo por meio da observa\u00e7\u00e3o do fluxo de pessoas na rua e as intera\u00e7\u00f5es com a obra em si. O que voc\u00ea colheu da experi\u00eancia em criar o trabalho &#8220;Vice-Versa\u201d?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>D: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda estou processando essa colheita\u2026porque o trabalho desvelou muitas camadas que t\u00eam sido interessantes de observar. Mas posso dizer que esse impulso de experimentar uma invers\u00e3o de ponto de vista, aproveitando essa rela\u00e7\u00e3o entre o dentro e o fora que o espa\u00e7o da montra e da rua proporciona, atrav\u00e9s do recurso do video projetado, permite que muitas outras rela\u00e7\u00f5es se estabele\u00e7am e se confrontem, como por exemplo a do tempo com o espa\u00e7o, no espelho invertido que n\u00e3o reflete diretamente o observador, criado atrav\u00e9s do video e que chama bastante a nossa aten\u00e7\u00e3o pela possibilidade de vivenciar 2 ou mais temporalidades em simult\u00e2neo, como a do que se passava dentro, a do que se passava fora, no momento presente e a do que se passava no que se via em a\u00e7\u00e3o na v\u00eddeo perfomance\/espelho projetado, que ainda trazia outras velocidades, repeti\u00e7\u00f5es e interven\u00e7\u00f5es e que mediava essas diversas rela\u00e7\u00f5es entre sujeitos plantas, transeuntes do presente e da imagem. Sinto que vale explorar esse espa\u00e7o temporal relacional ainda mais.<\/span><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1845 aligncenter\" src=\"https:\/\/coletivoamarelo.com\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_1823-247x300.jpg\" alt=\"\" width=\"315\" height=\"383\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1848 aligncenter\" src=\"https:\/\/coletivoamarelo.com\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/IMG_1822-253x300.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"355\" \/><\/p>\n<p><b>O seu outro trabalho [Des]segredo prop\u00f4s uma trajet\u00f3ria de um trajeto mapeado para percorrer a obra em um determinado espa\u00e7o. Como que trabalhos site-specific manipulam a nossa percep\u00e7\u00e3o do tempo?<\/b><\/p>\n<p><b>D: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">No processo de cria\u00e7\u00e3o de [Des]segredo, que era tamb\u00e9m um projeto de mestrado, a audio-wall \u00c0 Luz, desenvolvida para um percurso espec\u00edfico no edifico das Belas Artes de Lisboa, que \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o muito antiga, de materialidade hist\u00f3rica, onde se sente o peso n\u00e3o s\u00f3 material mas temporal tamb\u00e9m; foi interessante explorar a proposi\u00e7\u00e3o de uma deriva interior (ou meditativa) atrav\u00e9s do deslocamento no espa\u00e7o, como um processo de aproxima\u00e7\u00e3o a um lugar comum de rela\u00e7\u00e3o um para um, em torno da ideia de Segredo, que era proposta no final.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A partir dessa paisagem sonora trazida pelas instru\u00e7\u00f5es por voz, vivenciada e recriada no presente ao se caminhar pelo espa\u00e7o e tamb\u00e9m atrav\u00e9s das temporalidades subjetivas que acontecem no momento, para cada participante, pude observar tamb\u00e9m como uma viagem espa\u00e7o\/temporal feita especificamente para existir num espa\u00e7o em \u00e2mbito art\u00edstico, pode n\u00e3o s\u00f3 influenciar (ou manipular) a nossa percep\u00e7\u00e3o do tempo mas tamb\u00e9m ser influenciada por ele. Isso porque sinto que as obras site-specific vinculam-se intrinsicamente ao espa\u00e7o, ao mesmo tempo em que se abrem, atrav\u00e9s desta possibilidade da manifesta\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o temporal subvertido, para interven\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es do mesmo e neste sentido, s\u00e3o muito interessantes nesta explora\u00e7\u00e3o do universo interior e relacional em di\u00e1logo com a temporalidade.<\/span><\/p>\n<p><b>A obra [In]surgir, que foi criada durante a quarentena, \u00e9 outro trabalho seu de imers\u00e3o auditiva. Um dos nossos questionamentos dentro do tema tempo \u00e9 investigar a forma que a falta ou abund\u00e2ncia de tempo afeta os processos de cria\u00e7\u00e3o. Como foi criar esse trabalho durante um per\u00edodo de isolamento?<\/b><\/p>\n<p><b>D: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Foi no m\u00ednimo um bom exerc\u00edcio de interroga\u00e7\u00e3o, tanto que no come\u00e7o eu chamava a s\u00e9rie [In]Surgir de &#8220;Exerc\u00edcios para \u201cTocar o devir, Abra\u00e7ar a dor e Mastigar o real\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu, que havia decidido meio que transgredir no campo da arte, alguns m\u00e9todos meditativos, ao propor o deslocamento, a distra\u00e7\u00e3o, a uma po\u00e9tica que me implicava pessoalmente nos textos e nos \u00e1udios, de repente sentia que a vida pedia antes de mais nada, digerir, com uma in\u00e9dita limita\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o e movimento, uma realidade dist\u00f3pica e incerta, onde estes m\u00e9todos de medita\u00e7\u00e3o \u201cconvencionais&#8221;, apesar de muito \u00fateis fisiologicamente, n\u00e3o pareciam fazer mais tanto sentido pra mim naquele momento. Era realmente uma necessidade integra-las com o processo de cria\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o passei a escrever essas audio instru\u00e7\u00f5es para trabalhar com as possibilidades de uma abstra\u00e7\u00e3o meditativa e sensorial a partir desta condi\u00e7\u00e3o de confinamento e da s\u00fabita pseudo-abund\u00e2ncia de tempo e impossibilidade de movimento, com todas as emo\u00e7\u00f5es e interroga\u00e7\u00f5es que surgiam e insurgiam internamente.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c9 poss\u00edvel para artistas usufru\u00edrem da natureza esot\u00e9rica do processo de cria\u00e7\u00e3o num mundo extremamente acelerado como o que vivemos hoje?<\/b><\/p>\n<p><b>D:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Sim, dif\u00edcil pensar o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em termos de arte. Mas pessoalmente, sinto que \u00e9 essencial se deixar existir na vida e na arte da maneira mais integral que \u00e9 poss\u00edvel para cada um, para n\u00e3o sermos totalmente engolidas ou capturadas pela vida extremante capitalizada e midiatizada, que caracteriza o \u201chumanismo\u201d institu\u00eddo, falho, mas acelerado de hoje.\u00a0 E acho que esse universo esot\u00e9rico, espiritual ou transpessoal \u00e9 bem mais amplo e presente na nossa experi\u00eancia subjetiva, do que muitas vezes imaginamos ou intelectualizamos, especialmente porque operamos quase sempre dentro do pensamento heg\u00eamonico ocidental, onde temos dificuldade em abrir espa\u00e7o para o que n\u00e3o pode ser configurado por esses par\u00e2metros e assim n\u00e3o nos conectamos com as possibilidades de intuir e criar rituais ou feiti\u00e7os pr\u00f3prios naturais mesmo e n\u00e3o \u201csobrenaturais&#8221;, para explorar nosso universo interior e inventar outras realidades. O campo art\u00edstico \u00e9 terreno bem f\u00e9rtil para essa explora\u00e7\u00e3o, na minha opini\u00e3o. Muito do que encaramos como parte de uma natureza esot\u00e9rica e que n\u00e3o se relaciona com o pensamento racional que conhecemos, pode ser pr\u00e1tica comum para algumas outras comunidades e esp\u00e9cies, por exemplo. Se enxergarmos ou fizermos arte apenas a partir do ponto de vista da nossa (muitas vezes limitada) cultura vamos sempre deixar de fora experi\u00eancias e viv\u00eancias que talvez sejam fundamentais para existir e quem sabe, florescer de fato e politicamente no presente. N\u00e3o vejo espa\u00e7o\/tempo mais receptivo para isso do que a arte.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para dar continuidade \u00e0 nossa discuss\u00e3o sobre o tempo, conversamos com a artista D\u00e1rida Rodrigues, originalmente de S\u00e3o Paulo. 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